Cine Paraíso exibe 35 filmes e promove atividades culturais em Juripiranga

Festival chega a sua segunda edição trazendo curtas de todo o Brasil

O Cine Paraíso começou sua segunda edição na última quinta-feira (08). Realizado no município de Juripiranga, a 74 Km de João Pessoa, o Festival teve recorde de filmes inscritos, 220 curta-metragens de todo o Brasil, segundo o coordenador João Paulo Lima, o que surpreendeu a organização e demandou muita trabalho da curadoria. A programação vai até o dia 12 de fevereiro, quando acontecerá a premiação dos filmes vencedores.

Ao todo, 18 estados brasileiros enviaram suas produções para participar, sendo a Paraíba e São Paulo os líderes em quantidade de obras submetidas: Alagoas: 1; Amazonas: 2; Bahia: 7; Ceará: 8; Distrito Federal: 1; Espírito Santo: 1; Goiás: 22; Maranhão: 1; Mato Grosso: 1; Minas Gerais: 8; Paraíba: 47; Paraná: 5; Pernambuco: 23; Rio de Janeiro: 32; Rio Grande do Norte: 15; Rio Grande do Sul: 1; Santa Catarina: 1; São Paulo: 45.

Sobre a quantidade expressiva e a diversidade filmes inscritos, o coordenador do festival, João Paulo, Lima comemora.

João Paulo Lima

João Paulo Lima, coordenador do Festival Cine Paraíso

“Foram 221 filmes de diversos gêneros, um número que nos deixa bastante satisfeitos, sabemos que nosso trabalho para organizar este festival está sendo cada dia mais reconhecido por pessoas de todo país, que apoiam, cada um de sua forma, na realização deste festival, que embora simples, em uma cidade pequena do interior da Paraíba, é todo feito com muito amor para que os participantes possam se sentir acolhidos e que levem de nós, o melhor que temos à oferecer, que é nossa gente, nossa cultura e nosso sorriso estampado pra dizer, sejam bem vindos ao Cine Paraíso”, ressaltou.

A segunda edição do Cine Paraíso – Festival de Cinema de Juripiranga é realizada por Coletivo Independente de Cinema que surgiu através do Projeto Janela do Mundo – Audiovisual documental, realizado na cidade de Juripiranga no ano de 2015. Os alunos desse curso passaram por várias etapas de aprendizado sobre produção cinematográfica e ao final realizaram o filme Amargo da Cana, documentário de curta metragem sobre a indústria da cana e o impacto ambiental, social e econômica que ela exerce sobre a cidade.

O nome do festival tem uma origem pra lá de curiosa. Na década de 1960, a cidade de Juripiranga ficou conhecida como “Paraíso dos homens”, porque o trabalho na produção de vassouras e chapéus de palha de carnaúba feito pelas mulheres era a principal fonte de renda para o sustento das famílias da cidade.

Mostras

Praça de Guerra - foto fogueira

O premiado documentário Praça de Guerra concorre na mostra de filmes paraibanos.

O Cine Paraíso 2017 conta com quatro mostras na sua programação: a Mostra Infanto-Juvenil, direcionada às crianças e estudantes da rede municipal de ensino de Juripiranga; Mostra Competitiva Parahyba, de curtas paraibanos; Panorama Brasil, com produções de outros estados e Mostra Fruto Proibido, com filmes de temática mais adulta. No total, 35 filmes serão exibidos.

Confira a lista com os filmes selecionados:

Mostra Competitiva Panorama Nacional

Abra essa porta – Dir. Danielle Rosa e Lucas Camargo / SP
Cartas – Dir. David Mussel / RJ
Cuscuz peitinho – Dir. Rodrigo Sena Sena e Julio Castro / RN
Dentro – Dir. Bruno Autran / SP
Iluminadas – Dir. Gabi Saegesser / PE
Lá do alto – Dir. Luciano Vidigal / RJ
Latossolo Dir. Michel Santos / BA
Milagres – Dir. Adalberto Oliveira / PE
O homem que virou armário – Dir. Marcelo Ikeda / CE
O projeto do meu pai – Dir. Rosaria / ES
Pombal 350 – Dir. Paulo Souza / PE
Pontos de vista – Dir. Fabio Yamaji / SP
Pulso Dir. Dani Suzuki / RJ
Sobre duas rodas – Dir. Coletiva / PE
Som do morro – Dir. Diana Coelho e Helio Ronyvon / RN
Tarântula – Dir. Aly Muritiba e Marja Calafange / PR
Um brinde – Dir. João Vigo / PE

Mostra Competitiva Parahyba

Aroeira – Dir. Ramon Batista / Nazarezinho
Encantamento – Dir. Allan Marcus Cavalcante / Alagoa Grande
Luto – Dir. Coletiva / Aparecida
Manacial – Bruno Soares / Condado
Morte minha companheira – Dir. Laercio Filho / Aparecida
O ermitão das flores – Dir. Erik Medeiros / Campina Grande
Praça de Guerra – Dir. Ed Junior / Catolé do Rocha
Redemunho – Dir. Marcélia Cartaxo / João Pessoa
Sala de Reboco – Dir. Ana Célia Gomes / Sumé
Terceiro prato – Dir. Pablo Maia / João Pessoa
Um poema com café – Dir. Maycon Carvalho / Souza

Mostra Infanto-Juvenil

A culpa é do Neymar – Dir. João Ademir / RJ
As aventuras do menino pontilhado – Leo Tabosa / PE
Relicarium – Dir. William de Oliveira / PR
Tem Wi-fi? – Dir. Coletiva / PE

Sessão Fruto Proibido

Dito – Dir. José Dhiones / Congo
Moído – Dir. Torquato Joel / João Pessoa
Stanley – Dir. Paulo Roberto / Nazarezinho

Oficinas e Workshops

O festival conseguiu trazer duas oficinas: Fazendo Filmes Curtíssimos, ministrada pelo cineasta Marcelo Quixaba e Cinema e Educação, com a professora da UFPB e cineasta Virgínia Gualberto. Os dois Workshops são: Cinema do encontro de Eduardo Coutinho, conduzido pelo professor e pesquisador da Universidade Federal de Rondônia Nino Amorim e Animando um personagem no After Effects, com o blogueiro e estudante de Mídias Digitais, Vinícius Angelus.

Homenagem

Zezita Matos_brevidades

A atriz paraibana Zezita Matos é grande homenageada do Cine Paraíso 2017. Na foto, ela parece encenando o monólogo “Brevidades”.

A segunda edição do Cine Paraíso homenageia a atriz paraibana Zezita Matos.  Zezita iniciou sua carreira aos 16 anos em 1958, nos palcos paraibanos, o que lhe valeu anos mais tarde a alcunha de Primeira-Dama do Teatro Paraibano, título dado por um amigo e que a atriz modestamente rejeita. “Sou a operária do teatro”, refuta humilde e sempre militante. Nascida em Pilar, interior da Paraíba, Zezita Matos é conhecida por seus trabalhos no teatro e no cinema e, mais recentemente, na TV, onde participou da novela Velho Chico, da Rede Globo.

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