Numa noite do dia 28 de dezembro de 1895, no salão do Grand Café, localizado no Boulevard des Capucines, em Paris, capital da França, um evento entraria para a história e mudaria para sempre os rumos da Arte e da cultura no mundo. Trinta e três pessoas pagaram o ingresso de 1 franco (a moeda francesa à época) para ver aos 10 filmes de 4 minutos cada, exibidos pelos irmãos Auguste e Louis Jean Lumière, totalizando 40 minutos de sessão.

Essa noite histórica ficaria marcada como a ocasião em que nasceu o cinema, a linguagem que viria a ser considerada, mais à frente, a Sétima Arte. O cinema como técnica de reprodução de imagens em movimento surgiu da fotografia. Os fotogramas justapostos, alinhados e reproduzidos em alta velocidade nos dão a impressão de imagem em movimento porque o olho humano retém a imagem por um tempo maior, sem que se perceba a transição das imagens, um fenômeno conhecido como persistência da visão.

Cinématographe_Lumière

Cartaz da época anunciando a nova e instigante invenção dos irmãos Lumière: o cinematógrafo, aparelho que filma e projeta imagens em movimento.

A sensação de realidade amplificada sentida pela primeira vez aquela noite iria acompanhar a linguagem cinematográfica através dos tempos e evoluir com ela. Na exibição dos Lumière, em 1895, houve um fato inusitado. Ao projetar o filme A Chegada do trem na Estação de Ciotat houve uma reação de susto dos espectadores presentes. Alguns levantaram das cadeiras e se afastaram receando que o trem em movimento, projetado na tela, fosse lhes atingir, tamanha a sensação de realidade que o cinema transmite.

O crítico e estudioso de cinema Jean-Claude Bernardet, francês radicado no Brasil, refletiu sobre esse episódio e sobre o potencial de captação do real que a sétima arte tem em seu livro O Que é Cinema. “Todas essas pessoas já tinham com certeza viajado ou visto um trem em movimento. Esses espectadores todos também sabiam que não havia nenhum trem verdadeiro na tela, logo não havia por que assustar-se. A imagem na tela era em preto e branco e não fazia ruídos, portanto não podia haver dúvida, não se tratava de um trem de verdade. Só podia ser uma ilusão. E aí que residia a novidade: na ilusão. Ver o trem na tela como se fosse verdadeiro”, analisou ele.

O cinema enquanto técnica surgiu como uma ilusão de ótica produzida da projeção acelerada de 16 fotogramas por segundo. Para que isso fosse possível era necessário um aparelho que fora criado para reproduzir as imagens na velocidade precisa: o cinematógrafo, uma espécie de primeiro retroprojetor que filmava e também reproduzia o que havia sido filmado. O aparelho criado pelos irmãos Lumière revolucionaria as artes e a comunicação no mundo moderno.

Irmãos Lumière

Os irmãos Lumière: na primeira imagem Auguste Lumière (esquerda) e Louis Lumière (direita), ambos na maturidade. No segundo quadro, um deles aparece, alguns anos antes, operando o cinematógrafo, aparelho criado por eles e que daria origem ao cinema.

Outros experimentos com a tecnologia de projeção de imagens sequenciadas em alta velocidade já haviam sido testados antes por inventores como os irmãos alemães Max e Emil Skladanowsky e o norte-americano Thomas Edson. O cinematógrafo dos Irmãos Lumière, por exemplo, era um aperfeiçoamento do cinetoscópio, desenvolvido por Edson. Entretanto, a data de 28 de dezembro de 1895 é considerada como a do surgimento do cinema por se tratar da primeira atividade de exibição comercial de filmes, seguindo os moldes que até hoje são utilizados para difusão da Sétima Arte.

Um dos 33 espectadores que estavam presentes nessa noite do final de dezembro de 1895 era o mágico Georges Méliès. “O senhor verá algo que o deixará maravilhado”, disse um dos irmãos Lumìere ao fazer o convite a Méliès. Para um mágico sentir-se maravilhado com alguma intervenção era necessário que fosse algo realmente extraordinário, fora do comum, inédito. E era. Tanto que monsier Méliès adquiriu um aparelho cinematógrafo e começaria a fazer sua própria incursão no recém-criado universo do cinema.

Surgimento do cinema no Brasil

Pouco mais de 6 meses após a exibição inaugural do cinema em Paris, foi realizada em 8 de julho de 1896 a primeira sessão de cinema da qual se tem registro no Brasil, promovida pelo exibidor itinerante belga Henri Paillie. Nessa ocasião, foram projetados oito filmes de cerca de um minuto cada que retratavam cenas pitorescas do cotidiano de cidades europeias. Foi um momento restrito a uma elite carioca, numa sala alugada do Jornal do Commercio, na Rua do Ouvidor, com ingressos a um preço bem alto.

Um ano mais tarde, em 1897, o Salão de Novidades Paris, de Paschoal Segreto, localizado na cidade do Rio de Janeiro, se tornaria a primeira sala fixa de exibições de filmes no Brasil.  Entre 1897 e 1898 foram registradas as primeiras produções audiovisuais realizadas em território nacional.  Algumas historiografias colocam o filme Vista da baia da Guanabara como a primeira obra do cinema brasileiro, que teria sida filmado pelo cinegrafista italiano Affonso Segretto, irmão de Paschoal, em 19 de junho de 1898, ao chegar da Europa a bordo do navio Brèsil.

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Affonso Segretto, italiano radicado no Brasil considerado o primeiro cineasta brasileiro, ao registrar, em 1898, a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Não há, no entanto, registros dessas filmagens tampouco de exibições públicas. Por esse motivo, hoje alguns historiadores consideram como os primeiros filmes brasileiros os títulos Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara, Chegada do trem em Petrópolis, Bailado de Crianças no Colégio, no Andaraí e Uma artista trabalhando no trapézio do Politeama. Apesar disso, o Dia do cinema Brasileiro ainda é comemorado no dia 19 de junho, alusão direta a película perdida de Affonso Segretto.

Dez anos depois, em 1908, o rio já dispunha de 20 salas de cinema em pleno funcionamento e o circuito exibidor brasileiro dava seu ponta pé de estruturação comercial.

Primeiros filmes

Os filmes dos irmãos Lumière são historicamente reconhecidos como as primeiras obras cinematográficas produzidas. Esses filmes de duração curta (variavam entre um e quatro minutos) registram situações corriqueiras, como a chegada de um trem na estação, operários saindo de uma fábrica e outras do gênero. São caracterizadas pelo tom documental, de reprodução da realidade, mas também possuem elementos ficcionais. Alguns recursos de linguagem, como o travelling, por exemplo, aparecem pela primeira vez – obviamente que de forma não-consciente, já que no início era tudo muito experimental.

Embora os filmes dos irmãos Lumière sejam considerados os pioneiros, produções com imagens em movimentos foram realizadas antes. Thomas Edson, por exemplo, produziu entre 1890 e 1995 diversos pequenos filmes com imagens externas e também feitas num estúdio construído especialmente para isso, o Black Maria Studio.

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Foto do Black Maria Studio. Construído sob comando de Thomas Edson, em 1890, foi o primeiro estúdio de cinema da história.

A tecnologia utilizada por Edson foi aprimorada pelos Lumière. O empresário e inventor americano, no entanto, fazia seus experimentos, mas não os enxergava como uma modalidade de arte e entretenimento em potencial. Essa crucial diferença faz que os irmãos franceses ainda sejam considerados, historicamente, como os pais do cinema.

Alguns dos primeiros filmes produzidos na história:

A Chegada do Trem na Estação de Ciotat (1895)

Dos irmãos Lumière, registra a locomotiva em movimento, se aproximando da tela. Quando exibido da histórica sessão do Grand Café causou espanto no público, tamanha era a sensação de realidade que projeção despertava.

A Saída dos Operários da Fábrica Lumière (1895)

Foi um dos filmes produzidos pelos irmãos Lumière que retravam de forma quase naturalista situações corriqueiras. Nas imagens, os operários da fábrica que os Lumière eram proprietários deixam o local depois de um dia de trabalho.

O Regador Regado (1895)

É considerado o primeiro filme de comédia da história. Nele, um jardineiro de meia-idade rega as plantas enquanto um menino serelepe põe o pé na mangueira retendo a água e depois solta, fazendo com que esguiche no rosto do homem. Reproduz elementos reais, mas é claramente uma encenação, com tudo pré-combinado. O gesto do garoto cumprimentando o Lumière, ao final, entrega tudo.

Deixando Jerusalém de Trem (1897)

Com uma espécie de câmera subjetiva, que observa as personagens e é observada por eles, esse filme foi inovador e vanguardista. Os Lumière posicionaram a câmera na parte externa do último vagão do trem e registraram ele se afastando da cidade. Conseguindo certa estabilidade na captação de imagens em movimento, esse filme traz o primeiro travelling da história, recurso caracterizado pela captação das imagens em movimento contínuo e estável. Além disso, faz um precioso registro antropológico-visual de Jerusalém ao final do século XIX.

Filmes de Thomas Edson

Entre 1890 e 1895 – antes, portanto, dos irmãos Lumière, Thomas Edson produziu vários experimentos que resultaram em pequenos filmetes primários. Ele viria a aperfeiçoar a técnica e construir um estúdio próprio só para produção de filmes. Confira no vídeo acima uma seleção de algumas das obras produzidas por Edson.

A Fada dos Repolhos (1896) – Uma mulher cineasta nos primórdios do cinema

O filme A Fada dos Repolhos se tornou um marco por ser a primeira produção da história a ser dirigida por uma mulher, a francesa Alice Guy Blache. Nele, vemos uma mulher com um vestido claro ornamentado com flores no busto, simbolizando a figura mística de uma fada, cercada por adereços que parecem ser repolhos gigantes. Ela começa a retirar os bebês de trás dos repolhos, referência direta ao folclore popular de que as crianças “nascem de repolhos”. Ela retira duas crianças reais e a terceira parece ser um manequim.

Os primórdios de uma Indústria

O mágico e ilusionista francês Georges Méliès foi o responsável por popularizar o cinema como meio artístico e de entretenimento. Seus filmes conquistaram plateias na França e na Europa e ganharam o mundo com enredos repletos de fantasia, aventura e muita criatividade, sendo o pioneiro desse gênero de ficção cinematográfica. Foi, inclusive, responsável por introduzir os primeiros efeitos especiais da história da Sétima Arte.

Méliès quis adquirir um cinematógrafo dos irmãos Lumière mas estes negaram argumentando, ironicamente, que o aparelho deveria ser utilizado para fins científicos e que ele teria prejuízo caso investisse dinheiro na máquina como modalidade de entretenimento. Méliès não se deu por vencido e conseguiu, na Inglaterra, um equipamento semelhante fabricado por Robert William Paul. A persistência dele seria fundamental para a popularização do cinema e sua conversão de passatempo da elite para uma arte de massas.

Méliès Studio

Georges Méliès construiu o primeiro estúdio de cinema da Europa, em 1897. A “casa de vidro”, como ficou conhecido o local, era o espaço onde ele filmava suas obras repletas de fantasia. Com teto e paredes de vidro, o estúdio foi construído para aproveitar ao máximo a luz do sol, pois à época a eletricidade era algo caro e dificilmente poderia ser utilizada no nível que uma filmagem cinematográfica exigia.

Filmes como Viagem a Lua (1902), que inaugurou o gênero ficção científica no cinema, são maravilhosos de se ver até hoje. Assista ao filme completo no vídeo abaixo:

Méliès foi, além de criativo, um verdadeiro inventor e um perito da linguagem cinematográfica. Fez a primeira colorização de filmes, pintando manualmente quadro por quadro, criou a técnica hoje conhecida como stop motion, utilizou efeitos especiais à época revolucionários, tudo sempre com leveza, bom humor e muita criatividade. Era um verdadeiro artista, talvez o primeiro realizador autor da história do cinema. Produziu mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio de cinema da Europa.

Em Orquestra de Um Homem Só (1900), no vídeo acima, Méliès utilizou, 115 anos atrás, técnicas de recorte e justaposição de imagens unindo vários pequenos filmes em só, em que ele aparece interagindo consigo próprio. Criativo, inovador, ousado e genial como só Méliès podia ser.

Chaplin

Outro ícone dos primórdios do cinema foi o ator, diretor, roteirista, comediante, dançarino, músico e produtor Charles Spencer Chaplin, que se tornaria mundialmente conhecido pelo nome de Charlie Chaplin, ou apenas Chaplin. Esse artista britânico, natural de Londres, era versátil, polivalente, hipertalentoso e muito carismático. Conquistou as plateias de cinema do mundo a partir da segunda década do Século XX, com películas do cinema mudo.

Com filmes de comédia, Chaplin imortalizou o popularizou o gênero e criou, em 1914, uma das personagens mais queridas de todos os tempos, o Carlitos, uma espécie de nobre vagabundo que vivia a aprontar peripécias e cuja doçura e bom humor conquistam. Chapéu-coco, casaco apertado, bigode cheio em forma de trapézio, calças largas, bengala e sapatos enormes compõe o visual icônico – e inesquecível – da personagem. Esse arquétipo se tornaria uma referência e um forte símbolo artístico mundo afora.

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Chaplin e seu inesquecível Carlitos, arquétipo do adorável vagabundo – afetuoso, divertido e irreverente.

Entre os filmes de Chaplin mais expressivos desse período inicial do cinema estão O Imigrante (1917), O Garoto (1921), A Corrida do Ouro (1925) e O Circo (1928).

Alemanha e Rússia

Na Alemanha pós-primeira guerra mundial, com o país devastado e uma atmosfera generalizada de desilusão e incertezas surgiu um movimento conhecido como expressionismo alemão. Os filmes desse nicho eram sombrios, exagerados, com cenários distorcidos, fotografia disforme e enredos absurdos, repletos de metáforas à conjuntura política, cultural e econômica do país. Obras como O Gabinete do Dr. Caligari (1919), Nosferatu (1922) e Metrópolis (1927) se destacam.

O cinema Russo, por sua vez, vivia a euforia do período Pós-Revolução de 1917, com Lenin à frente do país e a recém-criada União Soviética, com grande abertura cultural e investimentos massivos nas artes. Uma arte cara como o cinema foi, deste modo, muito beneficiada. Filmes como a ficção ultraicônica O Encouraçado Potenkim (1925) de Sergei Eisenstein e, alguns anos mais tarde, o documentário Um Homem com uma Câmera (1929) de Vertov, revolucionariam a história da linguagem cinematográfica. O filme de Eisenstein pela montagem e algumas sequências antológicas e o de Vertov pela metalinguagem e por inaugurar um estilo denominado como cinema-verdade.

Acima, sequência clássica de O Encouraçado Potenkim: a escadaria de Odessa, com a cena do carrinho de bebê descendo, errante, às escadas.

EUA

Quando se fala em cinema hoje a primeira referência que vem à cabeça e a do cinema americano e sua poderosa indústria. Mas não era assim nos primórdios da Sétima Arte. O cinema como modalidade artística e de entretenimento surgiu primeiro na vanguarda europeia e foi crescendo aos poucos em território norte-americano.

Na segunda metade da década de 20 do Século XX começou a tomar corpo o que seria o embrião da indústria cinematográfica dos EUA. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (em inglês Academy of Motion Picture Arts and Sciences) foi fundada em 1927, com sede em Los Angeles, no Estado da Califórnia, que era um local privilegiado para filmagens devido à luz do sol sempre constante, numa época em que a tecnologia de iluminação era deveras limitada.

Antes disso, alguns fatos merecem destaque: o lançamento do filme O Nascimento de Uma Nação (1915), que aborda a construção histórica e cultural dos EUA. O filme faz um registro de tradições culturais americanas do Século XIX e do início do Século e é motivo de polêmica e controvérsia por, supostamente, fazer apologia à segregação racial e ao Ku Klux Klan.  Em 1912 foi fundado o estúdio Paramont Pictures, que se tornaria, anos mais tarde, um dos maiores e mais importantes estúdios produtores de filmes do mundo, revolucionando a dinâmica da produção cinematográfica e ajudando a alavancar a nascente indústria.

http://www.youtube.com/watch?v=Wzbwvc2z5t0

Em 1927, em Nova York, a maior cidade dos EUA e do mundo, estreou o primeiro filme totalmente falado da história do cinema, O Cantor de Jazz, com Al Jolson como protagonista – o primeiro ator a falar e a cantar num filme. Abaixo, um vídeo com uma cena do filme em que Jolson canta. Percebe-se que a produção utilizou a recurso do black face, que transforma atores brancos em negros e é considerado uma das maiores demonstrações de racismo nos EUA.

Esse acontecimento teve impacto profundo na produção cinematográfica mundial e ajudou a redefinir o papel da Sétima Arte e a consolidar a indústria que vinha emergindo e ganhando impulso com uma rapidez nunca antes vista. Mais detalhes sobre essa nova fase poderão ser conferidos na segunda parte do especial do Janela 7 sobre os 120 anos do cinema. Aguardem!

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2 comments

  1. Patrick

    Fantástico! Aprendi muito com essa primeira parte e já espero pela segunda.
    Parabéns pela pesquisa e pela organização das informações.

  2. Sávio Randy

    Sandro, muito bacana o seu texto, bem didático e aprendi algumas coisas novas, porém tem algumas informações que creio necessitarem de revisão. As citarei a seguir para que você proceda análise, caso se interesse:

    1. “Entre 1897 e 1898 foram registradas as primeiras produções audiovisuais realizadas em território nacional.”

    Creio que não possamos chamar as obras cinematográficas do séc. XIX de audiovisuais pois na época o cinema era mudo, a trilha sonora era tocada ao vivo como vc bem sabe.

    2. “Thomas Edson, por exemplo, produziu entre 1890 e 1995 diversos pequenos filmes com imagens externas e também feitas num estúdio construído especialmente para isso, o Black Maria Studio.”

    Além do nome de Edison estar com a grafia errada durante todo o texto, creio que a data correta seja 1895.

    3. “A tecnologia utilizada por Edson foi aprimorada pelos Lumière. O empresário e inventor americano, no entanto, fazia seus experimentos, mas não os enxergava como uma modalidade de arte e entretenimento em potencial. Essa crucial diferença faz que os irmãos franceses ainda sejam considerados, historicamente, como os pais do cinema.”

    Assim como Edison, os Lumiere também não enxergavam o cinema como arte, mas sim como um brinquedo que em breve morreria. Melies é que foi o primeiro a encarar o cinema como arte e a investir nisso, os Lumiere são considerados os pais do cinema simplesmente pelo fato de terem feito a primeira exibição paga de um filme.

    4.”Thomas Edson, por exemplo, produziu entre 1890 e 1995 diversos pequenos filmes com imagens externas e também feitas num estúdio construído especialmente para isso, o Black Maria Studio. ”

    “Ele viria a aperfeiçoar a técnica e construir um estúdio próprio só para produção de filmes. Confira no vídeo acima uma seleção de algumas das obras produzidas por Edson.”

    Reeditar algumas informações a nível de confirmação, por vezes é necessário, mas outras ficam repetitivas, como essa do estúdio.

    5. “Tanto que monsier Méliès adquiriu um aparelho cinematógrafo e começaria a fazer sua própria incursão no recém-criado universo do cinema.”

    “Méliès quis adquirir um cinematógrafo dos irmãos Lumière mas estes negaram argumentando, ironicamente, que o aparelho deveria ser utilizado para fins científicos e que ele teria prejuízo caso investisse dinheiro na máquina como modalidade de entretenimento.”

    Entre essas informações há uma contradição, primeiro você diz que Melies adquiriu um cinematógrafo, depois diz que os Lumiere se recusaram a vender. A informação que eu conheço é a segunda, que ele teria conseguido outro aparelho. Ah, e a grafia correta é “monsieur”.

    Bom, são basicamente essas. Peço perdão pelo olhar crítico, caso possa parecer pretensioso, mas não é a intenção. Aguardo pela próxima parte. Forte abraço.